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Mau Hálito

A frequência real da halitose é desconhecida, mas trata-se de uma situação que provavelmente afeta todos os indivíduos, pelo menos ocasionalmente e de forma transitória, apresentando repercussões sociais, afetivas e psicológicas.

Na maioria dos casos, a halitose tem a sua origem na cavidade oral. No entanto, pode também representar o primeiro sinal de uma doença sistémica.

As causas principais são diversas. Podemos dividi-las em três grupos principais: causas orais; causas exógenas ou externas; causas relacionadas com outras áreas.

As causas orais podem estar relacionadas com vários aspetos, tais como:

  1. Má higiene oral;
  2. Presença de cáries;
  3. Doenças das gengivas (gengivite e periodontite);
  4. Ulcerações orais;
  5. Infeções orais (bacterianas, virais ou fúngicas)
  6. Próteses dentárias associadas a má higiene oral;
  7. Hiposialia (diminuição do fluxo salivar)
  8. Cancro oral

No entanto, existe atualmente a evidencia cientifica que associa a ação de alguns tipos de bactérias presentes na cavidade oral (sobretudo Gram-anaeróbias) sobre substratos proteicos contendo enxofre. Ou seja, a degradação desses compostos proteicos provoca a libertação de compostos sulfúricos voláteis que vão dar a noção de hálito desagradável.

As bactérias encontram-se em toda a cavidade oral, no entanto a língua parece formar um ecossistema ideal pela sua grande área de superfície e a sua estrutura papilar. Juntamente com a placa bacteriana e os depósitos linguais compostos pela acumulação de células epiteliais descamativas, de resíduos alimentares e de secreções como a saliva e o corrimento nasal posterior, temos assim um substrato proteico ideal para ser metabolizado pelas bactérias, conduzindo à formação dos compostos sulfurosos voláteis.

As principais causas exógenas estão ligadas à ingestão de certos alimentos no nosso dia-a-dia (ex: alho, cebola), que têm um efeito não só direto mas também retardado (via sistémica) sobre o hálito. O tabaco, o consumo de álcool e de medicação que desencadeie diminuição do fluxo salivar agrava o mau hálito. De facto, qualquer factor que conduza a uma diminuição do fluxo salivar agrava o mau hálito.

De manhã, ao acordar, é natural que sintamos por vezes um hálito mais intenso que até nos pode levar a sentir a necessidade de lavar os dentes. Este hálito matinal é fruto, não só da quantidade de saliva produzida durante a noite, mas também da abstinência durante várias horas na ingestão de líquidos e alimentos.

A otorrinolaringologia pode ser considerada a segunda área de maior importância associada à halitose (ex: sinusite, presença de corpos estranhos no nariz em crianças).

As causas de origem nos pulmões, estômago, fígado e rins são consideradas raras. Ao longo dos anos houve sempre uma ideia de associação entre patologia gástrica e halitose, a qual é considerada muito rara, mas que poderia surgir em casos de refluxo gastro-esofágico, hérnia do hiato, cancro do estômago, estenose do piloro, síndrome de má absorção, ou de infeções intestinais.

A diabetes, as deficiências vitamínicas, a desidratação, assim como outras situações de carácter sistémico podem desencadear halitose. Podem surgir também variações do hálito durante o ciclo menstrual.

A nossa auto perceção do hálito muitas vezes é errada. Pode estar subestimada por habituação, ou nalguns casos exagerada. Vários são os fatores que podem conduzir a uma autoavaliação exagerada. A título de exemplo, podemos referir:

  • A publicidade acerca do mau hálito pode preocupar pessoas sugestionáveis;
  • A noção de mau sabor na boca pode levar à convicção de mau hálito;
  • Crianças com pais com mau hálito podem crescer inferindo que sofrem do mesmo problema;
  • Indivíduos que no passado foram chamados uma vez à atenção de forma esporádica relativamente ao mau hálito podem continuar preocupados com a situação

Para um diagnostico adequado, o médico dentista fará um questionário orientado para a sua historia clinica, ao qual se seguirá um exame objetivo intra e extra oral. Vai poder usar alguns métodos descritivos e recorrer, se necessário, a alguns exames complementares de diagnóstico, tais como testes salivares, microbiológicos e aparelhos específicos de medição.

O mau hálito, de uma forma geral, pode ser prevenido e tratado através de uma boa higiene oral, esta higiene oral inclui a escovagem, a limpeza interdentária e o uso de raspadores linguais para a limpeza da língua.

Aconselha-se a ingestão diária de água suficiente para manter uma correta hidratação.

Com a orientação do seu médico dentista pode ainda utilizar elixires contendo agentes específicos que ajudam na prevenção e tratamento da halitose, tais como os que contêm clorhexidina, cloreto de cetilpiridnío e sais de zinco

Os métodos mais frequentemente referidos são:

  • Avaliação global do hálito – para a utilização deste método, o doente é ensinado a colocar as mãos fechadas em copa à frente do nariz e da boca, e a cheirar o ar expirado pela boca, após inspiração pelo nariz. Este teste avalia o hálito organolepticamente de forma global.
  • Teste de lamber o pulso – neste teste, o doente é orientado a deitar a língua de fora e a lamber o pulso de forma perpendicular, após 5 segundos e 3 cm de distância é feita a avaliação. Este método também pode ser utilizado para a classificação do hálito do doente por outras pessoas.
  • Teste da colher – para esta forma de avaliação o doente utiliza uma colher plástica com a qual raspa o dorso da língua, eliminando a placa lingual e quaisquer resíduos acumulados.
  • Avaliação olfativa por uma pessoa amiga ou pelo cônjuge – apesar de muitas pessoas não se sentirem à vontade para a utilização deste método, é considerado o melhor. Essa pessoa poderá eventualmente ainda avaliar os fatores que desencadeiam o agravamento do hálito, devendo estar idealmente envolvida no processo de diagnóstico e de monitorização do tratamento.
 

Saúde Oral para Idosos

Os problemas mais comuns que surgem com a idade são as cáries, principalmente as cáries radiculares (raízes dos dentes), a doença periodontal (gengivas), a perda de dentes, as alterações funcionais da cavidade oral (mastigação), o desgaste dentário, o cancro oral, a xerostomia (sentir a boca seca) e a dor crânio-facial. Outras alterações associadas à idade estão relacionadas com o aparecimento de mucosas sensíveis e finas, alteração da cor dos dentes e diminuição da percepção de certos sabores.

Sim, é importante visitar o Médico Dentista e informá-lo de todos os problemas de saúde e dos medicamentos que está a tomar. Deste modo, o tratamento médico dentário decorrerá em segurança, pois o profissional irá tomar todos os cuidados necessários e realizar os tratamentos adequados a cada situação clínica.

Sim, pois alguns medicamentos quando tomados de forma continuada tem repercussões na cavidade oral e nos tratamentos. O Médico Dentista poderá ajustar a terapêutica prescrita e realizar os tratamentos na cavidade oral com segurança, diminuindo ou mesmo evitando interferências desses medicamentos.

Sim, devemos procurar manter os dentes naturais usando os recursos da Medicina Dentária. Um único dente pode ser um meio de retenção de uma prótese removível, durante alguns anos. Os cuidados preventivos a ter com este dente, nomeadamente o número de visitas a realizar ao Médico Dentista, deve ser o mesmo, como se existissem mais dentes na cavidade oral.

Sim, com a idade os dentes podem sofrer alterações de cor ficando mais amarelos e/ou acastanhados, assim como podem surgir dentes com aspecto longo, devido à retracção gengival, ou mais curtos, por causa do desgaste. Existem tratamentos, por vezes simples e pouco dispendiosos, que podem ajudar a melhorar a estética em algumas situações como, o recurso a resinas compostas ou ao branqueamento dentário. Outros mais complexos e completos como reabilitações protéticas fixas ou o recurso à ortodontia (correcção do posicionamento dentário), podem ser soluções também indicadas nestas idades.

Não, desde que os dentes não apresentem problemas de cárie, doença periodontal (gengivas), ou estejam a provocar trauma das mucosas ou qualquer outra alteração que possa prejudicar a saúde em geral. Deve ser o Médico Dentista a avaliar a sua saúde oral e, em conjunto estabelecer um plano de tratamento adequado.

Para além das alterações estéticas, fonéticas e funcionais a perda de um dente provoca na boca alterações nomeadamente nos outros dentes, pois alteram a relação que estes estabelecem, isto é, os restantes dentes movem-se para os espaços que ficam “vazios” sofrendo rotações e versões e alterando a oclusão (mordida).

Deve dirigir-se com a máxima urgência ao Médico Dentista para que este avalie o estado da boca. Poderá ser urgente, para além de outras medidas, a realização de uma destartarização (limpeza) para eliminar a placa bacteriana e/ou tártaro que constituem causas desta situação clínica. A placa bacteriana é uma espécie de película que adere aos dentes e às gengivas e quando não é removida transforma-se em tártaro duro e rugoso, lesivo para as gengivas e para o suporte dos dentes, provocando,numa fase mais avançada, dor e mobilidade dentária.

Escovar os dentes diariamente, pelo menos duas vezes por dia,  uma das quais obrigatoriamente antes de deitar, com uma escova média, e usar escovilhões interdentários ou fio dentário para hieginizar os espaços entre os dentes e um raspador lingual para limpar a língua. Usar diariamente um dentífrico fluoretado e um suplemento de flúor, em bochecho, é o ideal para prevenir a cárie dentária e a perda de dentes. Os anti-microbianos como a cloro-hexidina podem ajudar a diminuir as bactérias na boca  ajudam a controlar a placa bacteriana e o aparecimento do tártaro. Se sentir a boca seca, usar substitutivos de saliva para a humedecer a cavidade oral. Pode ser útil. Aconselhe-se com o seu Médico Dentista. Deve ter cuidado com os alimentos ricos em açucares (refinados ou não).

Deve visitar o Médico Dentista pelo menos 2 vezes por ano.

Sim. Os dentes intervêm em processos como a mastigação, deglutição, fonética e no aspecto da estética facial. Quando perdemos dentes, sofremos alguma destas alterações que podem ser minimizadas se substituímos os dentes em falta através de próteses dentárias, que poderão ser fixas ou removíveis.

A perda dentária no idoso pode ser compensada através de tratamentos com prótese fixa ou prótese removível. Os tratamentos com próteses removíveis são os mais comuns, devendo o idoso reabilitado com prótese ser alvo de uma atenção contínua pelo Médico Dentária. Este profissional terá uma atenção preventiva, no sentido de avaliar a necessidade de modificações e readaptações.

A manutenção das próteses exige alguns cuidados, tais como higienização após as refeições (das próteses e dos dentes naturais caso existam), limpeza feita com uma escova especial para próteses, ou uma escova das unhas com cerdas de nylon e um pouco de dentífrico ou se puder um pouco de sabão ou um produto específico para higienizar próteses para evitar a formação de manchas. Por fim, a passagem por água abundante. Remover as próteses durante o sono, diariamente, para que as mucosas descansem durante algumas horas, salvo em raras excepções. Conserva-las em água mas, associada ao uso de pastilhas desinfectantes comercializadas (meios alcalinos). Sempre que surja um “mal-estar” na mucosa oral, procurar a ajuda do Médico Dentista.

 

Marcando uma consulta numa clínica de Medicina Dentária, onde o Médico Dentista poderá identificar os problemas orais e dar informações de como os solucionar, em função das necessidades de cada individuo. Os beneficiários do complemento solidário para idosos podem dirigir-se ao centro de saúde e solicitar junto do médico de família apoio para a consulta de Medicina Dentária, mediante a integração no Projecto de Saúde Oral para Pessoas Idosas (cheque dentista).

Sim, com o passar do tempo os tecidos orais sofrem modificações podendo surgir lesões que quando não controladas se podem transformar em lesões malignas. Os portadores de próteses dentárias totais sofrem alterações das mucosas e desajustes das próteses, que deverão ser corrigidas para evitar feridas e lesões graves. Em algumas situações devem avaliar-se as infecções por fungos associadas ao uso de próteses dentárias.

Para substituir os dentes perdidos por próteses dentárias, removíveis ou fixas, deve dirigir-se ao Médico Dentista e pedir-lhe uma avaliação da situação clínica e da indicação de qual o melhor tipo de prótese. Só estes profissionais têm competências clínicas para o aconselhar e tratar.

Os beneficiários do Complemento Solidário para Idosos podem dirigir-se a uma Clínica de Medicina Dentária para a realização, a readaptação ou para consertar as próteses. O Médico Dentista fornecerá então uma cópia da receita médica da prótese, a factura discriminada da despesa e o recibo de pagamento. Estes documentos deverão ser entregues no Centro de Saúde, que verifica toda a documentação.

O pagamento é efectuado pelo Instituto da Segurança Social, e traduz-se numa comparticipação até 75% (máximo 250• cada 3 anos) da despesa, na aquisição e reparação de próteses dentárias.

Tabaco e Saúde Oral

O tabaco é constituído por mais de 4000 substâncias, algumas com efeitos tóxicos e irritantes, outras com efeito cancerígeno e de dependência. O consumo de tabaco é uma das principais causas de morte e doença evitável. E quase um quarto dos portugueses fuma… As consequências orais do consumo tabágico vão desde a simples halitose e pigmentação, até doenças mais graves como o cancro oral

O consumo de tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento do cancro oral. A associação do tabaco a outras lesões orais que afetam os tecidos moles e os tecidos duros, como são exemplo as lesões potencialmente malignas (leucoplasia, eritroplasia), a queratose tabágica, a estomatite nicotínica e a periodontite, está bem estabelecida. Assim como a perda dentária e o insucesso com os implantes dentários. Outras manifestações orais que resultam da exposição continuada aos constituintes do tabaco incluem as cáries dentárias (cervicais), a melanose do fumador na gengiva e mucosa jugal (bochecha), a pigmentação dos dentes, a língua pilosa, a aftose e a halitose.

 

Saúde Oral em Grávidas e Bebés

Não. Durante a gestação pode haver agravamento das condições da má saúde oral, mas por si só a gravidez não aumenta a incidência de cárie dentária.

Não. O cálcio está presente nos dentes da mãe, de forma estável e cristalina, não sendo disponível para a circulação sistémica.

A gravidez não propicia aumento de incidência de cárie dentária.

Sim. Devido a alterações hormonais a gengiva pode doer e sangrar facilmente, a situação agrava-se se não existirem cuidados adequados de higiene oral.

Nunca se automedique. A grávida deve consultar um Médico Dentista para que lhe seja prescrita medicação ou efectuados os tratamentos dentários adequados que solucionem a situação dolorosa.

Sim. Mesmo que necessite de anestesia. Uma infecção oral é mais prejudicial para o bebé do que o tratamento dentário. O ideal seria fazer consulta de medicina dentária antes da gravidez a fim de evitar infecções orais durante este período. As consultas devem ser de curta duração preferencialmente de manhã, sendo mais indicado o segundo trimestre da gestação.

A higiene oral é a mais eficaz medida preventiva para evitar infecções da cavidade oral. A mãe pode infectar o bebé por meio de microrganismos provenientes de doenças infecciosas como a cárie dentária e doenças periodontais.

Devem iniciar-se com conselhos pré-natais aos futuros pais sobre a importância de manter uma boa saúde oral. Os cuidados de saúde oral infantil devem ser vistos como a base para uma educação preventiva que proporcione as condições normais para um óptimo crescimento, desenvolvimento e funcionamento. Mesmo antes da erupção dos dentes, devem limpar-se as gengivas do bebé com uma gaze humedecida com água, pelo menos uma vez ao dia, preferencialmente à noite, bem como estabelecer hábitos correctos de alimentação.

A Academia Europeia e Americana de Odontopediatria recomendam a primeira visita ao dentista até ao primeiro ano de idade. Idealmente estas visitas servem para uma observação do estado de saúde oral da criança e informar os pais sobre atitudes preventivas, detectar hábitos nocivos (utilização inadequada de biberão, chupeta) e estabelecer um programa adequado ao grau de risco do bebé.

Os dentes temporários ou de leite têm várias funções para o desenvolvimento normal das crianças, tais como: estética, mastigação, manter espaço para os dentes permanentes, fonética, influência no crescimento dos maxilares, respiração e deglutição. Não devemos esquecer que os últimos dentes a serem substituídos não caem antes dos 11-12 anos e devem realizar as suas funções correctamente até então.

Sim. Os dentes temporários podem ser afectados por cárie tal como os definitivos. As características próprias dos primeiros dentes fazem com que, uma vez que se inicia a cárie dentária, esta avance rapidamente e afecte o tecido nervoso do dente mais depressa que nos definitivos. Evitar a dor produzida pela cárie já é razão suficiente para conservar a saúde dos dentes, e além disso, há que recordar que a cárie é um processo infeccioso e pode afectar a formação dos dentes permanentes, bem como a saúde em geral

Após um traumatismo é conveniente ir ao Médico Dentista imediatamente pois um tratamento precoce minimiza o risco de complicações posteriores. No caso dos dentes temporários, estes podem afectar directamente a formação dos definitivos (alterando a cor, direcção de erupção, etc…). Se um dente de leite for acidentalmente removido não deve tentar recolocá-lo no seu lugar, pois existe o risco de lesar o dente permanente.

A erupção dos dentes pode causar algum incómodo e sintomas como aumento de salivação, ansiedade, perda de apetite ou dificuldade em dormir, são usuais. O seu dentista pode dar-lhe algumas sugestões de como aliviar a situação. Alguns recém-nascidos podem nascer com dentes (dentes natais) ou erupcionarem durante o primeiro mês de vida (dentes neonatais). Normalmente os primeiros “dentes de leite” erupcionam entre os 6-8 meses de idade e até aos 2,5-3 anos de idade 20 dentes temporários devem aparecer na boca da criança, embora se possa considerar completamente normal ligeiras variações individuais.

 

Saúde Oral em Crianças

A primeira consulta deve ser realizada quando os primeiros dentes temporários (ou «de leite») erupcionam ou, no máximo, até à criança completar o primeiro ano de vida, de modo a estabelecer um programa preventivo de saúde oral e interceptar hábitos que possam ser prejudiciais. Idealmente, quando existe uma boa saúde oral, a criança deve ser observada cada seis meses. Em situações de elevado risco de cárie, esta periodicidade deve ser reduzida para intervalos de três meses.

Em média, a erupção da primeira dentição tem início entre os 6 e os 8 meses de idade, sendo as meninas geralmente mais precoces; entre os 2 anos e meio e os 3 anos de idade os 20 dentes temporários já estarão presentes na cavidade oral A dentição permanente ou definitiva inicia-se entre os 5 e os 7 anos e poderá constituir-se de 32 dentes, caso erupcionem os terceiros molares (sisos), o que nem sempre ocorre. A erupção mais precoce ou tardia não está necessariamente relacionada com patologia; no entanto, caso a criança não apresente qualquer dente após completar 1 ano de vida, deverá ser observada na consulta de Medicina Dentária.

Os sintomas mais comuns são: gengivas avermelhadas, aumento da salivação, perda de apetite e alteração dos hábitos nutricionais, ansiedade, dificuldade em dormir. Se a criança apresentar febre, vómitos ou diarreia, deverá ser consultada pelo seu médico assistente pois poderá existir outra causa subjacente. O desconforto da criança pode ser aliviado limpando a boca 2- 3 vezes por dia com uma gaze molhada ou recorrendo a mordedores e geles disponíveis no mercado.

Os hábitos de sucção não nutritiva (chupeta, por ex.) devem ser abandonados até cerca dos 3 anos de idade, atendendo à possibilidade de auto-correcção de desarmonias no desenvolvimento das arcadas dentárias. Relativamente ao biberão, o hábito deve ser abandonado, idealmente, quando a criança completar 1 ano. Alguns métodos podem constituir uma mais-valia, nomeadamente diluir gradualmente em água o conteúdo do biberão, para que após 2 semanas se ofereça à criança apenas água; outra forma será reduzir gradualmente a quantidade de fluido até que o hábito cesse, sendo o biberão substituído, por exemplo, pelo copo com palhinha ou colher.

Várias medidas são importantes na prevenção de lesões de cárie na primeira infância: promover a amamentação materna pelo menos até aos 4-6 meses de idade, colocar apenas leite ou água no biberão e oferecer à criança sobretudo durante o dia e nunca quando esteja a dormir; não colocar líquidos açucarados no biberão nem na chupeta; logo que os primeiros dentem erupcionem, promover a sua higiene com uma gaze, dedeira ou escova macia, idealmente após as refeições.

A alteração da cor poderá ter várias causas. Assim, para além das lesões de cárie, também situações traumáticas, perturbações na formação do esmalte e dentina, higiene oral deficiente ou pigmentação extrínseca de origem bacteriana ou alimentar, por exemplo, podem conduzir a este tipo de transtornos. Ao Médico Dentista caberá o correcto diagnóstico e eventual intervenção.

A administração de flúor às crianças tem sido alvo de controvérsia. Face à evidência disponível, e de acordo com as recomendações da Direcção Geral da Saúde, é dada prioridade às aplicações tópicas sob a forma de dentífricos administrados na escovagem dos dentes desde a sua erupção. Os comprimidos e gotas anteriormente recomendados só serão administrados após os 3 anos a crianças de alto risco à cárie dentária. Nesta situação, os comprimidos devem ser dissolvidos na boca, lentamente, preferencialmente antes de deitar. As acções de educação para a saúde devem, prioritariamente, promover a escovagem dos dentes com dentífrico fluoretado.

As características da escovagem numa criança estão dependentes de vários factores, mas essencialmente da idade da mesma. Assim, de acordo com as normas da Direcção Geral da Saúde:

–    0-3 Anos: escovagem realizada pelos pais a partir da erupção do primeiro dente, 2x/dia (uma obrigatoriamente ao deitar), utilizando uma gaze, dedeira ou escova macia de tamanho     adequado.

–     3-6 Anos: escovagem realizada progressivamente pela criança, devidamente supervisionada e auxiliada, 2x/dia (uma das quais obrigatoriamente ao deitar), utilizando escova macia de tamanho adequado. A quantidade de dentífrico fluoretado (1000-1500 ppm) deverá ser semelhante ao tamanho da unha do 5º dedo da criança.

–    >6 Anos: escovagem realizada pela criança, devidamente supervisionada e auxiliada caso não possua destreza manual suficiente, 2x/dia (uma das quais obrigatoriamente ao deitar), utilizando escova macia (ou em alternativa média). A quantidade de dentífrico fluoretado (1000-1500 ppm) deverá ser do tamanho de uma pequena ervilha ou até 1cm de dentífrico.

A utilização do fio/ fita dentária coadjuva a higienização dos espaços interdentários e deve ser iniciada logo que possível, acreditando-se que por volta dos 8-10 anos a criança começa a ter a destreza manual e autonomia necessárias.

Um selante de fissuras é uma espécie de «verniz» que se aplica na superfície fissurada de dentes sãos com o objectivo de prevenir o aparecimento de lesões de cárie dentária. Constitui um recurso eficaz em termos preventivos, no entanto a sua aplicação deve basear-se na avaliação do risco de cárie, não devendo constituir uma medida isolada mas antes integrada num programa mais alargado de prevenção. Está, por norma, indicada a aplicação de selante de fissuras nos primeiros e segundos molares definitivos, bem como nos pré-molares, cujo período de erupção varia entre os 5-8 anos e os 11-14 anos, respectivamente. A reaplicação está indicada caso se verifique perda parcial ou total do selante, maximizando a sua eficácia.

 

Próteses Fixas

É a restauração parcial ou total da coroa de um dente através de uma prótese que é colocada sobre o dente natural previamente preparado e/ou sobre implantes dentários, não podendo ser removida pelo paciente. Poderá ainda ser utilizada para a substituição de um ou mais dentes perdidos. As próteses fixas podem ser coroas ou pontes e têm como objectivo mimetizar ao máximo a dentição natural do indivíduo. Existem outras formas de prótese fixa que não serão aqui abordadas. A prótese fixa é a opção ideal nos casos em que faltam poucos dentes, não só pelo conforto como pela estética.

As coroas são aconselhadas nos casos em que é necessário conferir maior resistência e durabilidade a dentes danificados, melhorar a estética, o formato ou o alinhamento dos dentes na arcada dentária. Uma coroa também pode ser colocada sobre um implante dentário, repondo a forma e a estrutura do dente natural perdido.

As pontes são aconselhadas para substituir um ou mais dentes ausentes e são uma sequência de coroas, todas unidas. As pontes podem ser realizadas sobre dentes naturais e nestes casos é necessário que estejam presentes dentes, pelo menos, nos extremos das falhas dentárias. Também podem ser efectuadas sobre implantes havendo necessidade de colocar esses implantes nos extremos das falhas dentárias. Nas pontes mais extensas, podem existir dentes ou implantes entre os extremos para ser possível suportar toda a estrutura.

As próteses fixas são indicadas para:

– Substituir uma grande restauração quando não resta muita estrutura do dente natural – Proteger um dente enfraquecido que sofreu fractura

– Aumentar a retenção e suporte de uma prótese removível esquelética

– Substituir um dente ausente colocando-a sobre um implante dentário

– Recobrir um dente com alteração da cor ou forma

– Proteger dentes desvitalizados em que a estrutura dentária remanescente está fragilizada

– Substituir dentes ausentes

Os avanços na medicina dentária permitem hoje uma nova opção de tratamento que é a coroa sobre um implante dentário. Os implantes utilizam-se em casos de perda de um ou mais dentes quando se pretende efectuar próteses fixas. Nestes casos, os implantes funcionam como raízes naturais suportando as próteses fixas. Para além desta indicação, os implantes são também muito úteis quando os pacientes são desdentados e em que não existe estrutura óssea e a mucosa gengival não permite a utilização de uma prótese total com conforto e estabilidade. Aqui o objectivo dos implantes é aumentar o suporte e retenção da prótese que neste caso será removível, embora fique bem estável.

Por princípio não, pois o melhor elemento de suporte seria um dente íntegro na sua estrutura e com as gengivas sãs. Porém, se houver dúvidas quanto à saúde da polpa dentária, está indicado o tratamento endodôntico. Além disso, existem algumas situações clínicas que poderão levar à decisão de desvitalizar esses dentes.

São necessárias várias sessões clínicas, variando de acordo com a complexidade e extensão do trabalho a executar, e adicionalmente há o tempo que a prótese fixa demora a ser produzida pelo laboratório. Deste modo, até à conclusão de uma reabilitação fixa podem passar vários meses.

Sim, na maior parte dos casos é bom. Contudo, há situações de grande perda óssea e de gengiva que dificultam a obtenção de uma estética excelente. Nesses casos, o tratamento tem como primeiro objectivo restabelecer a função da mastigação, como segundo a durabilidade e em terceiro lugar, a estética.

Não. O seu médico dentista confeccionará a prótese fixa provisória adequada aos dentes preparados, o que lhe permitirá mastigar, falar e sorrir satisfatoriamente durante o decorrer das fases de tratamento. A prótese fixa provisória tem como objectivo proteger o dente preparado mas não tem tanta estética e resistência como a coroa ou ponte definitiva que será confeccionada no laboratório. É importante salientar que estes dentes provisórios são utilizados com carácter temporário e não têm qualidade para serem consideradas restaurações fixas permanentes

É simples no entanto requerem uma grande experiência e conhecimento técnicos e científicos por parte do médico dentista, envolve a utilização de materiais e equipamento de elevada qualidade, sendo o trabalho laboratorial executado por um técnico de prótese com conhecimentos aprofundados para o efeito.

As coroas ou pontes quando bem desenhadas e bem adaptadas, comportam-se como dentes naturais. A sua higiene exige do paciente os mesmos cuidados que este deve ter com a dentição natural. Os portadores de pontes necessitam além disso de dispositivos especiais, tais como passadores de fio dentário, ou fios com ponta endurecida, para a limpeza dos espaços entre os pônticos e a gengiva. O uso de escovilhões também pode ajudar a uma melhor higienização. O incorrecto desenho de uma prótese fixa e a sua má adaptação, bem como a higienização insuficiente, podem permitir a retenção de restos alimentares e bactérias, causando inflamação gengival e mau hálito, comprometendo a estrutura que suporta a prótese fixa. Embora as coroas ou pontes possam durar muitos anos por vezes soltam-se, isto é, descimentam-se. Normalmente esta situação acontece se os dentes ou osso que as sustentam forem danificados por doenças. Para prevenir danos na prótese fixa deve evitar trincar alimentos ou objectos duros. O aspecto mais importante para garantir a longevidade das próteses fixas, é a visita regular ao médico dentista para controlo e higienizações.

 

Próteses Removíveis

São dispositivos que permitem substituir dentes e outras estruturas orais (gengiva e osso) com o restabelecimento da função estética, fonética e mastigatória. Estas dividem-se em próteses removíveis e fixas.

Se perdeu todos os seus dentes naturais, as próteses totais podem substituir os seus dentes e o seu sorriso. A prótese total convencional é feita e colocada na boca do paciente após a remoção dos últimos dentes presentes na boca e assim que os tecidos estiverem cicatrizados, o que pode levar alguns meses. Uma prótese total imediata é inserida na boca assim que se removem os dentes remanescentes. Com este tipo de próteses, o paciente não tem que passar nenhum período sem dentes, mas vai necessitar de a reajustar passado poucos meses.

Em situações de ausência de alguns dentes e em que os dentes remanescentes são saudáveis pode optar por este tipo de prótese. É uma prótese removível de estrutura metálica ou acrílica para suporte de dentes artificiais, destinada a restabelecer as funções orais: mastigação, estética, fonética, assim como, a estabilização e prevenção de outros problemas nos dentes remanescentes

A prótese parcial esquelética é uma prótese com uma base metálica individualizada, feita sobre um molde e cujo esqueleto (estrutura) pode apoiar sobre a gengiva e os dentes. A prótese acrílica é construída predominantemente em resina acrílica, e apoia apenas sobre as gengivas, apesar de poder ter partes metálicas pré-formadas em metal para retenção (ganchos) ou redes e barras para reforço.

A prótese esquelética tem a vantagem sobre a prótese acrílica de ser mais resistente e mais higiénica, como é uma prótese com uma base metálica pode também ser de menor espessura do que a acrílica, e por isso ser mais confortável. Ela tem também a vantagem de ter melhor suporte do que a prótese acrílica o que impede o seu afundamento na gengiva. No entanto, tem a desvantagem de envolver orçamentos mais elevados do que as acrílicas, devido aos custos do material utilizado e do procedimento laboratorial.

Próteses novas podem nas primeiras semanas ser desconfortáveis até se acostumar à sua presença. As próteses podem parecer soltas enquanto os músculos da mastigação e da língua aprendem a mantê-la no seu lugar. É normal ocorrerem pequenas irritações ou ligeiras úlceras. A saliva pode aumentar nos primeiros dias. À medida que se vai habituando ao uso das próteses estes problemas começam a diminuir. Uma ou mais consultas de controlo com o seu dentista são geralmente necessárias após a inserção de uma prótese.

A mastigação exigirá alguma prática. Deve começar com alimentos mais suaves e cortados em pedaços mais pequenos. Deve mastigar devagar e repartir os alimentos pelos dois lados da boca ao mesmo tempo para evitar que as próteses oscilem. À medida que se torne mais habituado à mastigação, comece com outros alimentos até voltar à sua dieta normal.

As próteses podem ser feitas de modo a parecerem-se com os seus dentes naturais para que as alterações na sua aparência sejam muito pequenas e por isso insignificantes e quase imperceptíveis. As próteses podem, aliás, melhorar a aparência da sua face, assim como do seu sorriso

Pronunciar correctamente determinadas palavras poderá levar algum tempo e exigir alguma prática. Ler em voz alta e pronunciar palavras difíceis pode ajudar. Se os problemas de fala persistirem deve consultar o seu médico dentista.

O seu médico dentista vai dar-lhe instruções sobre quanto tempo devem as próteses ser mantidas em boca. Durante os primeiros dias, deve estar consciente que as deve usar a maior parte do tempo, incluindo durante a noite enquanto dorme. Após o período inicial de habituação, deve remover as próteses antes de se ir deitar. Isto permitirá que as gengivas descansem e promova a saúde oral.

Adesivos para próteses podem proporcionar retenção adicional em próteses bem adaptadas. Estes adesivos não são a solução para próteses antigas e desajustadas da sua boca, nem devem ser usados sistematicamente. Essas próteses podem precisar de rebasamentos ou mesmo de ser substituídas por outras novas próteses e se não o fizer, podem originar feridas de alguma gravidade.

Pode danificar seriamente as suas próteses e prejudicar a sua saúde tentando fazer ajustes nas mesmas. Visite o seu médico dentista se a sua prótese partiu, rachou, estalou ou se um dos dentes de acrílico se soltou. O médico dentista poderá fazer em tempo útil os ajustes ou concertos necessários.

As próteses são muito sensíveis e podem partir com facilidade se deixadas cair mesmo de poucos centímetros. Deve ter uma toalha, um recipiente ou o lavatório com água quando maneja as próteses durante a sua higienização. Quando não estiver a usar as suas próteses mantenha-as afastadas de crianças ou animais domésticos. Tal como os dentes naturais, as próteses também devem ser escovadas diariamente para remover depósitos de alimentos e placa bacteriana. A escovagem ajuda a prevenir que as próteses fiquem com aspecto sujo e ajuda a manter o seu hálito fresco e saudável. É preferível que use escovas próprias para próteses ou uma escova de dentes de cerdas macias. O seu médico dentista poderá recomendar-lhe produtos específicos de higienização de próteses, que deverá comprar na sua farmácia

Com o passar do tempo as próteses vão precisar de ser reajustadas ou feitas umas novas devido ao desgaste pelo uso normal. As próteses poderão ter que ser substituídas quando começam a ficar soltas na boca e/ou apresentam um significativo desgaste dos dentes. As próteses começam a ficar desadaptadas porque a sua boca vai naturalmente alterando com a idade, perdendo osso e gengiva. Próteses desajustadas, que causam irritações constantes após um longo período, podem contribuir para o aparecimento de feridas, pelo que não deve usar uma prótese desajustada muito tempo.

O seu médico dentista deverá aconselhar essa periodicidade. Consultas periódicas de controlo são muito importantes. O médico dentista examinará a sua boca para certificar-se que as suas próteses continuam correctamente adaptadas à sua boca e para procurar sinais de doenças, incluindo o cancro oral.

 

Periodontologia

São doenças que afectam os tecidos que envolvem e suportam os dentes – periodonto – que incluem, para além da gengiva, o osso alveolar e outras estruturas responsáveis por manter os dentes firmemente implantados nos maxilares. As doenças periodontais dividem-se em dois grandes grupos: as gengivites e as periodontites. Nas gengivites há uma inflamação superficial da gengiva, sendo facilmente tratadas, com recuperação total dos tecidos. Nas periodontites há uma destruição das estruturas mais profundas, com reabsorção do osso, e se não tratadas, podem levar à perda do dente. Geralmente não causam dores, mesmo nos casos mais avançados.

A causa mais frequente das doenças periodontais são bactérias. Na boca existem mais de 300 tipos diferentes e muitas delas são potencialmente lesivas para a gengiva. As bactérias que vivem na boca acumulam-se na superfície dos dentes e no sulco gengival, constituindo a placa bacteriana. Quando as bactérias crescem em número ultrapassando um certo nível, produzem as doenças periodontais.

Para ter periodontite é necessária a presença de bactérias. No entanto, a gravidade das lesões depende da susceptibilidade individual que é uma característica geneticamente determinada. Tendo em conta que hoje em dia pouco podemos fazer para modificar a predisposição genética, a forma de prevenir e tratar as periodontites é através do controlo da placa bacteriana. Frequentemente, as pessoas que têm periodontite, sobretudo as formas mais graves, conhecem parentes próximos que também são afectados, o que representa o carácter familiar-hereditário

As formas mais frequentes aparecem nos adultos, iniciando-se em idades jovens à volta dos 30 anos. Geralmente quanto mais jovem é a pessoa, maior a probabilidade de aparecimento de uma forma grave de periodontite e que necessita de mais cuidados. Raramente as doenças periodontais afectam crianças, mas quando aparecem são formas graves que ameaçam de forma séria a dentição e inclusive a própria saúde geral. As doenças periodontais estão entre as mais frequentes da raça humana. A gengivite afecta quase a totalidade da população, tanto infantil como adulta. A periodontite afecta quase um em cada dois adultos com mais de 35 anos.

Os sintomas são o sangramento espontâneo ou durante a escovagem, o aparecimento de pus na gengiva, mau sabor ou mau hálito, gengiva muito vermelha, retracção da gengiva, alteração da posição dos dentes e até mobilidade dentária. O diagnóstico só pode ser feito pelo médico dentista pelo, que se apresentar qualquer destes sinais, deverá consultá-lo para que o seu caso seja avaliado.

O sinal que mais precocemente nos avisa da existência de problemas na gengiva é a ocorrência de sangramento gengival espontâneo ou após a escovagem. Uma gengiva que sangra pode apresentar uma gengivite (forma menos grave) ou uma periodontite (forma mais grave). Em casos particulares, como quando associado à toma de certos medicamentos ou em certas doenças, pode haver uma maior tendência ao sangramento gengival.

Nos casos em que a mobilidade não é muito acentuada, pode diminuir após o tratamento. Contudo, pode não desaparecer totalmente porque, geralmente, a quantidade de osso não aumenta após o tratamento da periodontite. Esta é uma das razões que justifica a necessidade de fazer o diagnóstico e tratamento precoce das doenças periodontais.

O tratamento das doenças periodontais consegue suster o avanço da doença, mas não consegue, na maioria dos casos, curar no sentido de repor os tecidos perdidos. Por outro lado, a periodontite é uma doença crónica, pelo que é fundamental frequentar as consultas regulares de manutenção. Caso contrário, a doença volta a reactivar-se. Nas formas mais agressivas, como nos casos que aparecem em crianças ou adultos jovens, em fumadores de mais de 20 cigarros por dia, ou em algumas doenças sistémicas, como a diabetes não controlada, o tratamento pode não resultar no controlo total da doença, mas no seu avanço mais lento.

O tratamento tem por objectivo a eliminação das bactérias responsáveis e o controlo dos factores que aumentam a susceptibilidade às doenças periodontais, como o tabaco e algumas doenças sistémicas, criando condições para que a doença se possa manter controlada a longo prazo. Nas gengivites, é suficiente uma melhoria da higiene oral pelo doente e um tratamento de profilaxia, rápido e fácil. Nas periodontites, o tratamento desenrola-se em várias fases. Em primeiro lugar, realiza-se um estudo periodontal clínico e radiológico para avaliar a situação, fazer um diagnóstico e traçar um plano de acção. Seguidamente, efectua-se a fase básica do tratamento para remoção da placa bacteriana da bolsa periodontal, que se designa como raspagem e alisamento radicular. Em bolsas profundas é necessário fazer, adicionalmente, uma pequena cirurgia periodontal correctiva. Após a doença estar controlada, inicia-se a fase de tratamento de manutenção.

Não. Como a escova não alcança os espaços interdentários, é necessário usar o fio dentário ou os escovilhões interdentários para manter esses espaços livres de placa bacteriana. Contudo, a utilização destes instrumentos, no início, é difícil e morosa, requerendo alguma aprendizagem e prática. Com o ganho de destreza manual é possível passar o fio e/ou o escovilhão em toda a boca em poucos minutos. Se ao aplicar o fio dentário sentir mau hálito, significa que esse espaço contém bactérias responsáveis pelas alterações da sua gengiva. Esse cheiro será pior quanto mais tempo passar entre cada higienização interdentária.

 

Ortodontia

A ortodontia é a especialidade da medicina dentária que se dedica à prevenção e correção das más posições dos dentes e dos maxilares.

Todas as crianças devem ter a sua primeira consulta de ortodontia, com o seu médico dentista, por volta dos 6-7 anos de idade, após a erupção dos primeiros dentes definitivos, para avaliar a necessidade de tratamento.

  • Melhoria estética da face e do sorriso, com o consequente aumento da auto-estima e facilidade de inserção social.
  • Correcto alinhamento dos dentes, tornando possível uma melhor higiene dentária e diminuição do risco de cáries e problemas nas gengivas.
  • Boa função mastigatória, muscular e da articulação dos maxilares com benefícios em termos de saúde e bem-estar geral.

As causas dos problemas ortodônticos podem ser hereditárias (familiares, p. ex. queixo ou dentes salientes do pai ou da mãe), ambientais (hábitos de chupar o dedo, respiração pela boca, perda precoce de dentes de leite) ou uma combinação das duas.

Sim. Qualquer pessoa com problemas ortodônticos, pode beneficiar de um tratamento ortodôntico na idade adulta.

Em média 24 meses, podendo, no entanto, variar em função do tipo de deformação existente e da dificuldade do tratamento a efectuar.

Os aparelhos fixos promovem a retenção de placa bacteriana, durante o tratamento. Por este motivo, os dentes deverão ser escovados depois de todas as refeições (incluindo lanches), utilizando uma pasta fluoretada e uma escova ortodôntica.

Os aparelhos podem provocar algum desconforto, principalmente nas primeiras horas depois de serem colocados ou ajustados. Todavia esse incómodo desaparece rapidamente.

Actualmente, existe uma grande variedade de aparelhos fixos e removiveis especialmente concebidos para movimentar os dentes e os próprios maxilares para as posições desejadas.

Através de forças leves exercidas pelos aparelhos sobre os dentes, que promovem a transformação do osso que os rodeia.

Sim. No entanto, no caso de desportos com contacto físico (p.ex. rugby, andebol, judo, etc), deverá ser utilizada uma protecção individualizada, de modo a evitar lesões dos tecidos moles.

Do mesmo modo que em medicina existem especialistas (pediatras, cardiologistas, etc.), em medicina dentária existem igualmente especialistas em ortodontia, que possuem competências acrescidas para efectuar este tipo de tratamentos. No entanto a Ortodontia faz parte das competências profissionais de qualquer médico dentista.

 

Endodontia

A palavra endodontia provém do grego e significa dentro (endo)do dente (dontia). A endodontia é, assim, o ramo da medicina dentária dedicado à patologia da polpa dentária e tecidos que rodeiam as raízes e o seu tratamento. A polpa dentária é o orgão (composto por nervos, vasos sanguíneos, etc.) que se encontra no interior do dente (canal radicular) e é vulgarmente conhecido, embora de forma errada, como “nervo”. Há anos atrás, os dentes com problemas na polpa dentária eram commumente extraídos. Hoje, graças a todos os avanços científicos e tecnológicos, os tratamentos disponíveis podem, quase sempre, salvar estes dentes, mantendo-lhes a função mastigatória e a estética inalteradas.

Apesar de serem várias as origens possíveis da patologia pulpar, como os traumatismos dentários, os tratamentos restauradores dentários repetidos, etc., não há dúvidas que o maior responsável é a cárie dentária. Quando a agressão provocada pela cárie dentária começa a atingir zonas mais profundas do dente, a polpa dentária fica inflamada. Surgem normalmente dores ao frio. Se esta agressão continuar, sem que o dente seja tratado, o estado inflamatório torna-se de tal maneira avançado, que a polpa dentária perde a capacidade de defesa e recuperação. Este estado irreversível, normalmente é acompanhado por dores intensas e prolongadas ao frio, ao quente, ou mesmo espontâneas que podem surgir durante a noite. Neste caso, torna-se necessária a remoção completa da polpa dentária, ou seja, a realização de um tratamento endodôntico.

Quando aparece a dor espontânea, a maior parte das vezes significa que a polpa dentária encontra-se a “morrer” e as bactérias começam a invadir essa parte do dente, provocando uma infecção que se expande para a zona óssea que envolve o dente, podendo provocar um abcesso.

O propósito final de um tratamento endodôntico não cirúrgico ou “desvitalização”, como é vulgarmente conhecido, é garantir que os tecidos que circundam o dente mantenham ou recuperem um estado saudável. O tratamento começa após a anestesia e a realização de uma pequena cavidade no dente. O próximo passo consiste na desinfecção e conformação dos canais radiculares com recurso a instrumentos manuais e/ou mecânicos. A finalização do tratamento faz-se com o preenchimento dos canais com um material próprio. Terminado o tratamento endodôntico, o acesso é provisoriamente selado até se agendar a reconstrução definitiva da coroa dentária, que pode eventualmente ser feita de imediato.

Se o seu tratamento endodôntico está terminado, os canais radiculares encontram-se definitivamente selados. Deve agora agendar uma consulta no seu médico dentista para restaurar a parte visível do dente, a coroa. É importante que o faça no prazo máximo de um mês para que o dente seja reabilitado o quanto antes, seja com uma restauração convencional ou com uma coroa fixa. Só assim o dente fica com protecção total, tanto ao nível dos canais radiculares, como em termos de resistência da coroa dentária. A maioria dos dentes posteriores necessitará de uma reabilitação com coroa fixa.

Se não restaurar o dente no prazo de um mês, a restauração provisória poderá deteriorar-se ou sair, expondo o tratamento e originando uma nova infecção. Como na maior parte dos casos o dente que teve o tratamento endodôntico já possuiu pouca estrutura na coroa, poderá também ocorrer uma fractura, comprometendo a realização da restauração e obrigando à extracção do dente.

Não há dúvida que quando um dente é tratado endodonticamente é com o objectivo de durar toda a vida. Não podemos esquecer, no entanto, que um dente sujeito a este tratamento não fica imune a novas cáries. Inclusivamente, o dente “desvitalizado”, ao perder todo o conteúdo nervoso do seu interior, deixa de sinalizar as agressões dentárias. Por este facto, é essencial que sejam feitas consultas periódicas de controlo pelo seu médico dentista.

O custo ou a simplicidade de uma extracção dentária poderão ser atractivos, em comparação com um tratamento de canais, mas esta solução não é na realidade a mais fácil ou sequer a menos dispendiosa. Substituir um dente extraído por um dente artificial (seja através de uma ponte fixa, prótese removível ou implante dentário) será quase certamente mais complexo e dispendioso do que fazer tratamento endodôntico e reabilitar o dente afectado. Não tome a decisão de extrair um dente de ânimo leve. Discuta e explore com o seu médico dentista todos os benefícios e desvantagens das opções de tratamento disponíveis.

O retratamento endodôntico não cirúrgico é sempre uma opção quando surge um fracasso de um tratamento endodôntico prévio. Trata-se geralmente de um procedimento de dificuldade elevada. Alguns problemas existentes no tratamento prévio podem não ser corrigíveis, sendo nesse caso a microcirurgia endodôntica uma alternativa de recurso.

Normalmente um dente sujeito a tratamento ou retratamento endodôntico não cirúrgico pode durar para toda a vida e nunca mais precisar nova intervenção. Não obstante, em casos pontuais, o dente pode não conseguir curar. O dente pode nestes casos tornar-se doloroso ou doente meses ou mesmo anos após um tratamento aparentemente bem sucedido. Nestas situações, a cirurgia endodôntica pode salvar o dente. Trata-se de uma intervenção cirúrgica para remoção de todos os tecidos inflamados e infectados e da extremidade da raiz, sendo colocado um material selador na parte terminal do canal radicular. A cirurgia apical pode ser realizada com o auxílio de microscópio operatório, que aumenta excepcionalmente a precisão de todos os passos, contribuindo de forma decisiva para o sucesso desta técnica.

A realização de um tratamento endodôntico não deve provocar dor, uma vez que que o dente é anestesiado. Ninguém gosta de passar um mau bocado, nem o paciente, nem o médico dentista. Para alguns dentes, pode ser difícil atingir um nível profundo de anestesia, mas é sempre possível. Para a maioria das pessoas e na maioria dos casos, o tratamento endodôntico é um procedimento absolutamente normal, não mais desconfortável do que fazer uma restauração num dente.

 

Implantologia

São “raízes artificiais”, utilizadas para substituir os dentes ausentes ou perdidos com o objectivo de suportar uma coroa e/ou prótese.

Os implantes estabelecem, uma vez colocados em contacto com o osso, uma união biológica com o mesmo, perfeitamente saudável e estável.

Os implantes devem ser entendidos como mais uma alternativa de tratamento para substituir dentes perdidos. Juntamente com os implantes existem outras opções, tais como as próteses removíveis e as próteses fixas.

Contudo, constituem geralmente a opção terapêutica que permite uma reabilitação oral que mais se aproxima da dentição natural em termos fisiológicos e de conforto.

Da mesma forma que quando falta um dente existem outras alternativas atrás referenciadas. Cada qual tem as suas indicações, contra-indicações, vantagens e desvantagens.

Deverá informar-se junto do seu Médico Dentista que estará perfeitamente habilitado a realizar o diagnóstico e a explicar-lhe as alternativas de tratamento que melhor se adequam ao seu caso clínico.

Os procedimentos cirúrgicos associados ao tratamento com implantes estão perfeitamente protocolados e a maioria das situações não implica qualquer tipo de incómodo e/ou dor. É um procedimento realizado, na maioria das vezes, mediante anestesia local, tal como a maioria dos outros tratamentos dentários. No pós-operatório poderá haver um ligeiro incómodo, uma pequena inflamação e edema da área onde se realizou a cirurgia. Em casos muito excepcionais, estes sintomas poderão ser mais acentuados. O seu poderá nas situações que julgue necessárias receitar-lhe medicação para obviar os incómodos.

Em termos gerais, inclui quatro fases: a fase de planificação, a fase cirúrgica, a fase restauradora e a fase de manutenção.

  1. A fase de planificação poderá ser mais ou menos complexa dependendo da sua situação inicial. No entanto, e em termos gerais implica o estudo do seu caso (exame clínico e radiográfico), bem como a realização de outros tratamentos dentários para conseguir alcançar uma BOA Saúde Oral prévia ao tratamento com implantes.
  2. A fase cirúrgica implica a realização de uma cirurgia com vista à colocação do implante (raiz artificial) em contacto directo com o osso. Pode acontecer que haja a necessidade de realizar outras cirurgias dependendo do seu caso clínico. Estas situações clínicas são específicas dos casos onde existe uma limitação em termos de quantidade de osso o que obriga a procedimentos cirúrgicos prévios para obtê-lo.
  3. A fase restauradora pode ser realizada no mesmo dia da cirurgia ou até 6 meses após a mesma, dependendo do caso clínico. Consiste num conjunto de procedimentos necessários à confecção da prótese a colocar sobre os implantes. Este conjunto de procedimentos pode implicar várias consultas, tentando conseguir alcançar uma função e estética adequadas a cada caso clínico.
  4. A fase de manutenção é talvez a mais importante de todo o tratamento porque é aquela que permite que tudo o que até aqui foi realizado se mantenha em saúde ao longo da vida. Não se pense que uma vez terminada a fase restauradora o tratamento está terminado. Na verdade, é a partir daqui e dos cuidados de higiene oral realizados pelo paciente e pelo Médico Dentista que vai depender a duração e qualidade do tratamento realizado. Existem protocolos específicos bem documentados.

Existem vários estudos a longo prazo que comprovam a eficácia do tratamento com implantes, na ordem dos 90% a 98%, em pacientes com boa saúde oral e sistémica. Naturalmente que tal como outros tratamentos médicos e médico-dentários dependem de vários factores tais como: as características anatómicas e fisiológicas dos pacientes e os seus hábitos de higiene oral, tabágicos, entre outros. Deverá junto do seu Médico Dentista informar-se sobre as possibilidades de êxito que pode esperar no seu caso clínico. No caso de perder um implante pode sempre colocar outro sem que isso implique um risco acrescido de futuro fracasso.

Os implantes podem perder-se por múltiplas razões normalmente associadas a diferentes fases do processo. Numa primeira fase porque não se consegue a osteointegração (união osso-implante), o que pode ocorrer por várias razões tais como: infecções, deficiente vascularização, alteração da cicatrização, (frequente nos fumadores) e as sobrecargas oclusais da prótese colocadas sobre os implantes. No caso de se ter alcançado a osteointegração, podem-se perder por desajustes ou fracturas das próteses, ou dos elementos que unem os implantes às próteses, bem como por infecções. Esta última causa resulta não do processo cirúrgico em si da colocação do implante, mas da falta de higiene oral e portanto da falta de tratamento de manutenção.

O tabaco diminui a vascularização do osso e da gengiva, atrasa os processos de cicatrização, aumentando o risco de infecções. Está claramente provado na literatura científica que os implantes em pacientes que fumam apresentam uma maior taxa de insucesso.

Durante o acto cirúrgico são as mesmas de qualquer tratamento de cirurgia oral. Todas estas complicações tais como lesões de estruturas sensitivas (nervos), ou dos dentes vizinhos são pouco frequentes e facilmente evitáveis quando se procede a um estudo completo do seu caso clínico mediante a utilização de meios auxiliares de diagnóstico como são as radiografias e a tomografia computorizada.

Em termos funcionais os implantes comportam-se como dentes naturais, ou seja, as pessoas que os têm não os sentem como um corpo estranho. Existem no entanto, casos específicos que dependendo do tipo de prótese que se coloque (próteses removíveis sobre implantes – sobredentaduras) os pacientes sentem um certo grau de movimento da mesma o que é perfeitamente natural. No entanto, esse movimento é sempre inferior ao de uma prótese removível convencional. Em termos de ritmo de vida poderá fazer o que sempre fez mas com mais qualidade na medida em que em termos de mastigação e estética estará melhor. Deverá, no entanto, ter em atenção que a duração a longo prazo destes tratamentos depende dos níveis de higiene oral e dos hábitos tabágicos

 Os tratamentos com implantes não são eternos, tal como não é qualquer outro tratamento reabilitador em Medicina Dentária. No entanto, e com os recentes avanços tecnológicos poderá esperar uma durabilidade dos implantes sempre superior a 15 anos, e no caso das próteses que se apoiam nos implantes um tempo mínimo de 10 anos é o período aceitável de duração. Seja como for, recorde sempre que quando exista alguma patologia infecciosa ou problema mecânico no conjunto implante-prótese este período de duração estimado reduz drasticamente. É importante no entanto referir que estes problemas ocorrem quase exclusivamente em casos de uma má manutenção deste tipo de tratamentos. É conveniente efectuar consultas de controlo com um intervalo máximo de 6 meses

Não é verdade normalmente. Embora seja possível fazê-lo tem a desvantagem de que está a colocar uma prótese que poderá ficar desaptada da gengiva que rodeia os implantes após a cicatrização que normalmente ocorre. Os últimos avanços na tecnologia e investigação clínica permitem com muita fiabilidade a colocação de uma prótese fixa provisória no mesmo momento em que são colocados os implantes. A grande vantagem é o conforto que trará ao paciente enquanto aguarda pelo período de integração do implante no osso (osteointegração) que ronda em média as 8-12 semanas. Aliás, esta prótese é em quase tudo idêntica à definitiva, excepto no material em que é confeccionada. Após este período substitui-se esta prótese por uma definitiva, mais adaptada à sua gengiva remodelada após a cirurgia, e confeccionada num material mais resistente (metal-cerâmica ou metal-acrílico) e duradouro.

O tratamento com implantes pode ser realizado em pacientes diabéticos desde que controlados do ponto de vista metabólico. Em mulheres com osteoporose o tratamento também pode ser realizado podendo no entanto, ser alvo de uma planificação específica. No caso de estar a tomar algum medicamento que interfira com os níveis de coagulação e de agregação plaquetária deverá informar o seu Médico Dentista, já que poderá haver a necessidade de proceder à alteração da medicação antes da colocação dos implantes.

No caso de terem lhe sido colocados implantes dentários não fique preocupado ao passar nos detectores de metais porque eles não o detectam. Não é um tratamento doloroso e uma vez colocados os implantes não se tiram nem colocam.

 

Cirurgia Oral

A cirurgia oral é a área da medicina dentária que se dedica ao diagnóstico e tratamento cirúrgico das doenças, lesões e anomalias dos dentes, boca, maxilares e estruturas anexas.

O campo de actuação da cirurgia oral é muito extenso, incluindo, entre outros os seguintes actos: exodontias (extracção de dentes inclusos ou presentes na arcada), cirurgia endodôntica (realizada quando, por diversos motivos, o tratamento endodôntico não é bem sucedido), cirurgia de patologia quística ou tumoral, cirurgia periodontal, implantologia cirurgia pré-protética (preparação da boca para que seja colocada uma prótese), cirurgia de lesões infecciosas e traumatologia oral.

A inclusão dentária é uma alteração de desenvolvimento em que um determinado dente, chegada a época normal de erupção, permanece no interior dos tecidos da cavidade oral (osso ou mucosa). Os dentes que se encontram mais frequentemente nesta situação são os terceiros molares (dente do siso), principalmente os inferiores

O diagnóstico da inclusão de um dente só pode ser efectuado recorrendo a exames imagiológicos, havendo diversos métodos. O seu médico dentista seleccionará o(s) mais indicado(s).

Não existe regra geral para a decisão. Os diferentes critérios devem ser ponderados em cada situação clínica. Fale com o seu médico dentista.

A evolução que a medicina dentária em geral tem sofrido nas últimas décadas permite-nos afirmar que o desconforto associado a qualquer acto cirúrgico é mínimo. Todos os procedimentos cirúrgicos em si são traumáticos, mas podem ser minimizados. A preparação do acto cirúrgico começa na obtenção da história clínica, diagnóstico e planificação adequada da intervenção. A aplicação de uma técnica anestésica adequada, de uma técnica cirúrgica atraumática (sem trauma) e a adopção de uma terapêutica pós-operatória eficaz vão permitir-lhe um elevado conforto durante e após o acto cirúrgico, sem qualquer dor.

Se o procedimento for realizado sob anestesia local, deverá evitar um período longo de jejum na hora da cirurgia. Só no caso de ser submetido a anestesia geral é que deverá estar em jejum várias horas antes da cirurgia. O seu médico dentista dar-lhe-á todas as indicações necessárias.

Os cuidados no período pós-operatório (período compreendido entre o acto cirúrgico e a plena recuperação clínica) são muito importantes para a minimização das sequelas decorrentes do acto operatório e favorecer a cicatrização. O seu médico dentista recomendará todos os cuidados que terá de adoptar, no entanto, genericamente, deverá: Aplicar gelo no rosto, sobre a região operada, durante as primeiras 24 horas, em períodos alternados de cinco a dez minutos. O gelo deverá ser colocado num saco de plástico e envolvido num pano para evitar queimaduras na face. Em alternativa ao gelo, poderá usar bolsas de gel para crioterapia, que poderá encontrar em qualquer farmácia. Evitar a exposição ao sol, alimentos quentes e duros e esforços físicos até à remoção da sutura. A dieta deverá ser mole ou líquida e fria nas primeiras 24 a 48 horas (gelados, iogurtes, sumos, batidos, gelatina, etc.). Descansar e dormir com a cabeça mais elevada (usar 2 almofadas, por ex.) e deitar-se sobre o lado não intervencionado. Escovar normalmente os dentes e a língua. Na região da ferida operatória escovar com cuidado e preferencialmente com uma escova cirúrgica (muito macia), após as primeiras 24 horas. Fazer bochechos leves 2 a 3 vezes ao dia com um anti-séptico oral, durante um minuto, iniciando somente 24 horas após a cirurgia, para evitar a desorganização do coágulo. Evite fumar, principalmente durante as primeiras 24 horas. Cumpra escrupulosamente a medicação prescrita.

É normal sentir um sangramento ligeiro nas primeiras 24 horas. Se esse sangramento for mais intenso (hemorragia), deverá dobrar uma ou mais compressas de gaze esterilizadas, colocar sobre a região sangrante e comprimir com os dentes oponentes até controlar a hemorragia. Se, porventura, necessitar de aplicar mais compressas não remova a primeira, aplicando outra sobre esta. Aplique gelo e evite deitar-se. Se a hemorragia persistir contacte o seu médico dentista.

 

Cárie e Dentisteria

É uma doença que afecta quase 90 por cento da população. É provocada pela acção de determinadas bactérias que podem originar a destruição parcial ou total do dente.

A presença dessas bactérias na boca, associada a uma alimentação inadequada e a uma higiene oral deficiente, facilita o aparecimento de cáries. Em situações extremas, a cárie dentária pode originar infecções de extensão variável e que podem ter graves repercussões na saúde geral do indivíduo.

Quando os alimentos que contêm hidratos de carbono, como os doces, bolos, chocolates, gomas, etc., são ingeridos, as bactérias cariogénicas vão decompô-los e originar ácidos que provocam a dissolução do conteúdo mineral dos dentes e consequentemente o aparecimento de lesões de cárie. Esta acção é particularmente mais eficaz quando estes alimentos são ingeridos muito frequentemente fora das refeições ou à noite antes de deitar.

Não. Os dentes são mais susceptíveis à cárie dentária mal erupcionam porque ainda não atingiram a sua maturação completa. Por outro lado, os dentes molares e pré-molares apresentam uma forma mais irregular, com sulcos e fissuras, permitindo que os restos alimentares se alojem mais facilmente e durante um maior período de tempo nesses locais. Estes factores, associados a uma maior dificuldade de escovagem destes dentes, por se localizarem mais atrás, podem facilitar a acumulação de bactérias e restos alimentares e, como tal, o desenvolvimento precoce de lesões de cárie.

O processo de cárie é geralmente lento e o início é marcado pelo aparecimento de uma mancha branca na superfície do esmalte que ao progredir leva à formação de uma pequena cavidade. Através desta, as bactérias rapidamente atingem a dentina que é um tecido menos duro que o esmalte, sendo, por isso, mais facilmente dissolvido pelos ácidos produzidos pelas bactérias.

Durante as fases iniciais da doença (cavidades pequenas) não são detectados sintomas significativos. No entanto, em fases mais avançadas (cavidades mais profundas) as queixas podem passar por um desconforto com aumento de sensibilidade e mau hálito, até situações mais complicadas com dor na presença de diferentes tipos de estímulos (quente, frio ou doce), ou mesmo o aparecimento de uma dor espontânea muito intensa. Nestes casos, a cárie atingiu a dentina, originando sintomas cada vez piores à medida que vai ficando mais profunda.

Quando sente a presença de uma cavidade, ou a ausência de uma parte do dente, muito provavelmente terá uma lesão de cárie dentária já avançada.

A detecção de cáries numa fase inicial não é fácil e normalmente só consegue ser realizada por médicos dentistas.

Se notar alguma alteração de cor, como manchas brancas, amareladas, acastanhadas ou pretas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras), deverá consultar o seu médico dentista. As lesões de cárie entre os dentes podem ser potencialmente detectadas ao passar o fio dentário, uma vez que fica preso ou esgaça na sua presença.

  • Efectuar uma higiene oral diária correcta;
  • Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com uma pasta fluoretada após as refeições.

A escovagem nocturna é a mais importante e não se deve ingerir mais alimentos após a escovagem;

  • Passar o fio dentário entre os dentes pelo menos uma vez por dia, idealmente à noite;
  • Ingerir refeições nutricionalmente balanceadas e limitar ao máximo o “petiscar” entre refeições;
  • Se não for possível a escovagem após uma refeição principal, pode mascar uma pastilha elástica sem açúcar. No entanto, as pastilhas nunca substituem a escovagem!
  • Visitar o seu médico dentista regularmente.

A utilização de algum suplemento de flúor, bem como a indicação para a realização de selamento de fissuras deve ficar sempre ao critério do médico dentista.

É a área da medicina dentária que trata as lesões dos dentes, sejam elas causadas por cárie dentária, traumatismo ou outra razão.

O tratamento destas lesões é realizado com materiais que substituem a estrutura do dente perdido.

Actualmente as resinas compostas (materiais da cor do dente) são o material estético de eleição para a restauração de dentes posteriores e anteriores, de forma directa e em uma única sessão. Em dentes posteriores poderá ser ainda utilizado o amálgama de prata que é uma liga metálica.

Quando as lesões são muito extensas os dentes podem ficar muito destruídos. Nesta situação, a melhor opção de tratamento, com vista ao reforço da estrutura dentária que ainda resta, consiste na execução de prótese fixa. Este tipo de restaurações exige trabalho laboratorial e, por isso, requer mais consultas para a sua conclusão.

Não. O amálgama dentário é amplamente utilizado para a restauração de dentes posteriores há mais de 100 anos. Apesar da controvérsia relacionada com o potencial tóxico do mercúrio, não foi possível encontrar uma relação directa entre as restaurações de amálgama e o desenvolvimento de doenças sistémicas.

Depende. A substituição de uma restauração em amálgama por um material estético, como as resinas compostas, só é obrigatória caso a restauração apresente problemas (fracturas marginais ou completas ou haja evidência de recidiva de cárie sob a mesma). Quando a restauração está em bom estado, a sua remoção poderá ser efectuada se as necessidades estéticas do paciente assim o exigirem.

A maioria das restaurações antigas em amálgama condiciona a pigmentação dos tecidos duros do dente (dentina e esmalte) deixando-o acinzentado. A sua substituição por uma resina pode melhorar muito o problema estético. Contudo, se a pigmentação for muito profunda poderá ainda persistir alguma coloração que só será eliminada removendo muita estrutura dentária sã, o que não é adequado na maior parte das situações.

As restaurações em amálgama ou em ouro podem apresentar uma longevidade de 10 a 20 anos. As resinas compostas são mais sensíveis e, apresentam geralmente uma menor durabilidade. Todavia, os estudos clínicos actuais demonstram excelentes resultados a médio, longo prazo, com uma durabilidade máxima de cerca de 8 anos.

Deve fazer-se um controlo diário rigoroso da higiene oral. A visita regular ao seu médico dentista permitirá uma reavaliação clínica do estado das suas restaurações. As tensões a que as restaurações estão continuamente a ser submetidas devido às forças da mastigação podem provocar desgaste, fissuras e fracturas. Quando a restauração fica comprometida, será sempre necessário efectuar a reparação ou substituição completa da mesma.

A cor superficial das restaurações em resina composta pode alterar-se com o tempo pela incorporação de alguns pigmentos em poros microscópicos existentes na resina. Alguns alimentos e bebidas contêm pigmentos artificiais que facilitam e aceleram aquele processo, nomeadamente o café, o chá, as colas, etc., bem como o tabaco. Por este motivo e, particularmente, na presença de restaurações no sector anterior deve evitar-se o consumo daqueles produtos, principalmente nas horas imediatamente a seguir à realização das restaurações.

 

Branqueamento Dentário

Em princípio, qualquer pessoa com um bom estado de saúde oral pode efetuar um branqueamento dentário. Pacientes com problemas dentários, lesões de cárie, desgastes, sensibilidade dentária e outros podem necessitar de tratamentos prévios, daí a importância do branqueamento dentário ser realizado pelo seu médico dentista. Relativamente à idade, os jovens com menos de 18 anos não podem efetuar branqueamentos.

A seleção da técnica a ser usada depende essencialmente das condições clínicas de cada paciente, das suas expectativas e da rapidez de resultados de tratamento pretendidas. O seu médico dentista aconselha-o quanto à técnica mais correta e adequada para si, sempre com base na melhor relação eficácia/segurança.

Embora existam disponíveis no mercado (supermercados, farmácias e TV-Shops) produtos de venda livre publicitados como “branqueadores”, a OMD destaca que a segurança na utilização profissional de produtos branqueadores dentários está salvaguardada com a supervisão do médico dentista.

Os produtos de venda livre apresentam diferenças substanciais entre si e aqueles de aplicação por profissional, pelo que não permitem com segurança afirmar da sua eficácia.

Sendo certo que qualquer risco para a saúde oral dos utentes será prevenido, apenas e só, se optar pela supervisão do seu médico dentista.

De um modo geral os efeitos secundários, quer a nível dentário quer a nível das gengivas, estão relacionados com a concentração dos produtos, a forma como são aplicados e as condições específicas de cada paciente. Os mais frequentes são a sensibilidade dentária e algum desconforto gengival que usualmente desaparece com a interrupção do tratamento.

Contudo, a aplicação incorreta dos produtos químicos de maior concentração, com ou sem luzes acessórias, pode provocar lesões mais graves e duradouras. O seu médico dentista pode prevenir e controlar clinicamente estas condições.

Utentes que possuam restaurações e próteses dentárias poderão ter a necessidade de substituir ou reparar as mesmas no final do tratamento de branqueamento, de forma a harmonizar a cor e a integridade das restaurações dentárias, na medida em que os produtos de branqueamento não atuam na cor dos materiais que as compõem.

O branqueamento dentário profissional é um ato médico que só pode ser realizado por profissionais de saúde oral. Esta restrição é justificada pelos riscos relacionados com a natureza dos produtos branqueadores utilizados. O branqueamento dentário implica a realização de um exame clínico prévio, a aplicação de medidas preventivas operatórias aquando da aplicação ou uso dos produtos de branqueamento pelo utente, para evitar complicações orais e criar condições a tornar o resultado mais eficaz. As orientações e aplicações pelo médico dentista evitam tempos excessivos ou exposições desnecessárias aos produtos de branqueamento, enquanto tratamento. Assim, fica assegurada a ausência de fatores de risco, ou outras doenças orais que não aconselham a realização do branqueamento.

Nos produtos de venda livre não se pode garantir que a aplicação por terceiros na boca do utente cumpre com todas as regras de higiene e segurança.

Os produtos de venda livre não podem ter na sua constituição uma percentagem superior a 0,1% de peróxido de hidrogénio, que é o produto branqueador por excelência. Por esse motivo, estes produtos de venda livre veem questionada a sua eficácia. Na União Europeia a garantia de efeito branqueador foi inclusivamente punida como publicidade enganosa.

Nos tratamentos supervisionados pelo médico dentista, na aplicação do material branqueador em casa (“tratamento ambulatório”), utilizam-se geralmente os produtos de menor concentração (o peróxido de carbamida a 10% mas que pode ir até 16%), por períodos variáveis (desde 1 a 8 horas diárias), durante vários dias ou semanas. No caso da aplicação no consultório, pode contemplar-se a utilização de peróxido de carbamida até 16% e/ou peróxido de hidrogénio até 6%. Estes produtos só podem ser aplicados por profissionais sob condições perfeitamente controladas.

O que exerce um efeito branqueador são os produtos químicos aplicados em simultâneo. As luzes são usadas como forma de acelerar a reação química dos produtos, na tentativa de tornar o processo de branqueamento mais rápido.

Se tem dúvidas acerca do tratamento que vai efetuar não tenha receio de colocar perguntas durante a sua consulta, ou faça uma pesquisa adicional.

Pode sempre tentar esclarecer o seguinte:

  • Que tratamentos de branqueamento dentário estão disponíveis e o que os diferencia?
  • Que tipo de resultados posso esperar?
  • O que posso fazer acerca de facetas, coroas ou próteses manchadas para me certificar que condizem com os meus dentes naturais?
  • Quais são os riscos associados aos branqueamentos dentários? Envolve dor?
  • Quem irá realizar o tratamento? Que formação e experiência têm?
  • O resultado é garantido durante algum período de tempo?
  • Qual o acompanhamento pós-tratamento e quem posso contatar para aconselhamento após o branqueamento?

Cancro Oral

O cancro oral é definido pela Classificação Internacional de Doenças pelo conjunto de tumores malignos que afectam qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, (incluindo as amígdalas e a faringe).

A sua localização mais comum é no pavimento da boca (mucosa abaixo da língua), bordo lateral da língua e no palato mole.

Mais de 90% destes cancros são designados por carcinomas afectando o epitélio da mucosa oral. Os restantes correspondem a formas mais raras de tumores e incluem os linfomas, sarcomas, melanomas, etc.

O cancro oral está associado a índices de mortalidade elevados, que se deve em grande parte ao seu diagnóstico tardio.

O carcinoma da cabeça e pescoço é o 6º cancro mais comum em todo o mundo e corresponde a cerca de 2.8% de todos os cancros. O cancro oral é mais frequente nos homens, acima dos 45 anos de idade, aumentando consideravelmente até aos 65 anos.

O tabaco e o álcool são os principais factores de risco no desenvolvimento do cancro oral. O fumo do tabaco está relacionado com diversas transformações na mucosa oral e tem um efeito carcinogénico directo nas células epiteliais.

Calcula-se que 8 em cada 10 doentes diagnosticados com cancro oral consumam ou tenham consumido tabaco,  tendo estes doentes um risco 5 a 7 vezes superior de desenvolverem cancro oral quando comparados com não fumadores.

O cancro oral está, portanto, fortemente associado a um estilo de vida menos saudável, isto é, ao consumo de tabaco e álcool, associado a uma reduzida ingestão de vegetais e frutas e por isso pobre em alimentos contendo agentes anti-oxidantes.

Os carcinomas da cavidade oral podem manifestar-se como uma mancha, de cor variável, geralmente branca ou avermelhada, uma massa mais ou menos endurecida ou uma úlcera que não cicatriza.

A maior parte das lesões são indolores na sua fase inicial, tornando-se progressivamente dolorosas.

São exemplo de sinais e sintomas: úlceras persistentes, áreas endurecidas, áreas de crescimento tecidular, lesões que não cicatrizam, mobilidade dentária, dor, parestesia (perdas de sensibilidade), disfagia (dificuldade em deglutir), lesões brancas e vermelhas, linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados).

O cancro oral trata-se essencialmente com cirurgia e radioterapia, isoladas ou combinadas. O factor chave para o tratamento é o diagnóstico precoce das lesões, factor que melhora significativamente as taxas de sobrevivência à doença.

Apesar dos avanços ocorridos nos últimos anos no diagnóstico e tratamento do cancro oral este continua a ter uma taxa de mortalidade bastante elevada. Estima-se que cerca de 6 em cada 10 doentes de cancro oral morram nos 5 anos após a data do seu diagnóstico.

O insucesso parece estar ligado ao facto de grande parte dos casos não serem diagnosticados atempadamente.

A prevenção do cancro oral passa por:

  • adopção de um estilo de vida saudável;
  • cessação do consumo de tabaco;
  • diminuição do consumo de álcool;
  • consumo regular de vegetais frescos e frutas como factor protector;
  • visitas regulares ao médico dentista que permitam que tais lesões sejam diagnosticadas nas suas fases mais precoces.

Na consulta de rastreio de cancro oral o médico dentista procede a um exame visual de todas as estruturas orais (lábios, língua, gengivas, palato, bochechas, pavimento da boca, etc.) bem como das estruturas anexas à cavidade oral (ex.: glândulas salivares, pescoço). A palpação das estruturas orais e peri-orais é também efectuada para detectar eventuais aumentosdevolume e áreas endurecidas.

Podem ainda ser solicitados exames complementares de diagnóstico (ex.: radiografias).

Quando uma lesão suspeita é observada, a biopsia da mesma poderá ser aconselhada, permitindo a confirmação do diagnóstico inicial e os seus sinais de malignidade.

SABIA QUE?

  • O cancro oral é o 6º cancro mais comum em todo o mundo;
  • Os principais factores de risco são o tabaco e o álcool;
  • Surge de uma forma assintomática, persistindo uma lesão por um tempo indeterminado, só se tornando dolorosa tardiamente;
  • O índice de mortalidade do cancro oral é elevado;
  • A chave para o seu tratamento é um diagnóstico atempado;
  • O risco de desenvolver um cancro na cavidade oral diminui     com os anos de cessação tabágica. Após 15 anos da cessação, o risco aproxima-se dos valores de um não fumador.

 

O seu médico dentista é o profissional de saúde responsável pelo estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento das anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas anexas.

O médico dentista, pelo contacto regular com os seus pacientes,encontra-se numa posição privilegiada para contribuir no rastreio precoce e prevenção do cancro oral.

Consulte-o regularmente, pelo menos 2 vezes por ano.

Resultados reais entregues por especialistas